Rumo ao XXIII CONFASUBRA: Categoria definirá plano de lutas e enfrentamento da crise durante o Congresso

No início de maio, os trabalhadores e trabalhadoras Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Brasileiras estarão reunidos em Poços de Caldas, Minas Gerais, para debater os desafios para a classe trabalhadora na atual conjuntura social, política e econômica do país. Vivendo a maior crise da nossa história, estamos sofrendo principalmente com os ataques do governo golpista de Michel Temer, que tem retirado direitos sociais e trabalhistas e realizado cortes, especialmente na educação e saúde, gerando desemprego e recessão e atingindo todas as famílias. Além disto, a democracia brasileira está sob forte ataque, com a justiça servindo apenas à elite e seus propósitos, sob uma falsa alegação de luta contra a corrupção.

Nas instituições federais de ensino, os ataques não se resumem ao corte de recursos, que ameaçam todas as conquistas da última década, mas também aos próprios gestores e, em especial, à autonomia universitária. As universidades públicas têm sido foco de resistência ao golpe e por isto se tornaram alvos preferenciais do atual governo. A polícia federal, o tribunal de contas da união, a controladoria geral da união e outros órgãos têm feito tudo para tirar a credibilidade e destruir a imagem das IFES. É importante relembrar que aconteceu na UFMG em 2017 e também na UFSC, sendo que nesta última o reitor suicidou após ter sido acusado, injustamente, de corrupção por atos que aconteceram 6 anos que ele assumisse o Reitorado.

As cotas, a inclusão e permanência, a ampliação de cursos, principalmente através do REUNI, e a consequente geração de novos postos de trabalho também estão ameaçados, assim como o ensino, a pesquisa e a extensão. Neste cenário é que acontecerá o CONFASUBRA, momento de organização dos trabalhadores das IFES, que deverão construir um Plano de Lutas para o próximo período, para defender o nosso Plano de Carreira (PCCTAE), organizar a campanha salarial, promover ações contra toda forma de opressão, resistir contra a retirada de direitos e contra a Reforma da Previdência que, certamente, não saiu do horizonte do governo do golpista Temer e de seus asseclas. Também é durante o Congresso que será eleita a próxima Direção Nacional da Federação, que conduzirá a nossa organização nos próximos anos.

No momento atual de exceção e de extrema dificuldade para a esquerda, em que nada está garantido, inclusive se ocorrerá as eleições de 2018, é preciso UNIR a FASUBRA contra os ataques aos nossos direitos! É necessário também que a nossa Federação recupere o seu protagonismo nas lutas, interfira no conjunto da organização dos servidores públicos federais, atue junto ao Congresso Nacional contra a retirada de direitos e apresentando projetos que beneficiem a Categoria, os serviços públicos e a Classe Trabalhadora, e faça a diferença para os seus representados! Assim, é necessário ultrapassar os discursos inflamados e, de fato, construir a unidade, resistência e luta que nos possibilite trabalhar e viver com dignidade!

Nesta perspectiva, é fundamental que os trabalhadores TAE da UFMG, CEFET-MG, UFVJM e IFMG se empenhem em participar das assembleias que elegerão os delegados e as delegadas que irão nos representar no XXIII CONFASUBRA. O SINDIFES pode levar até 135 delegados e delegadas para o Congresso, mas para isto é preciso que a nossa Categoria compareça em massa nas Assembleias Gerais que escolherão os representantes. Quanto mais pessoas participarem, mais delegados e delegadas poderão ser eleitos e será maior a nossa representatividade e legitimidade. Com uma delegação ampla, podemos fazer a diferença na definição do plano de lutas, nas estratégias e na eleição da nova Direção da FASUBRA.

Em abril, temos como prioridade mobilizar e participar das Assembleias, para que em maio possamos ajudar a FASUBRA a avançar rumo à defesa irrestrita dos Técnico-Administrativos em Educação, suas demandas e seus direitos!

COMPAREÇA, PARTICIPE, NÃO SE OMITA! SE SOMOS FORTES, JUNTOS SOMOS MAIS!

BASE DO SINDIFES ELEGERÁ DELEGADOS E DELEGADAS PARA O XXIII CONFASUBRA EM ASSEMBLEIAS ENTRE OS DIAS 9 E 24 DE ABRIL

Já estão marcadas as datas das Assembleias que irão eleger os delegados e as delegadas da base do SINDIFES para o XXIII CONFASUBRA. Ao todo, serão sete Assembleias a serem realizadas entre os dias 9 e 24 de abril. O Congresso é a mais importante instância de deliberação da FASUBRA, no qual participarão mais de 1000 mil delegados e delegadas representando os mais de 200 mil trabalhadoras e trabalhadores das 60 entidades sindicais filiadas à Federação.

DATA

HORA

LOCAL

CAMPUS

IFES

17/04

9h30

Auditório do Campus I

Campus I

CEFET-MG

18/04

12h30

Auditório da Reitoria

Prédio da Reitoria

IFMG

24/04

9h30

Escadaria da Reitoria

Campus Pampulha

UFMG

Como estas assembleias têm características diferenciadas das demais, é importante que a Categoria chegue no horário, o que facilitará os trabalhos de condução do processo, apresentação das Teses e propostas defendidas pelas chapas e a eleição dos delegados.

Como será a Assembleia

A Assembleia pode começar 1 hora antes do início previsto com a abertura das listas de assinatura. A primeira chamada é feita no horário marcado pelo edital e a segunda chamada uma hora depois. Durante toda a Assembleia e até o início do regime de votação, os participantes podem assinar a lista. Na pauta há os informes locais e nacional, a apresentação de teses e a eleição de delegados.

Quem pode participar

Todos os Técnico-Administrativos em Educação, independente de serem filiados, podem participar das Assembleias Sindicais Gerais para a Eleição e votar nas chapas de delegados para o CONFASUBRA.

Quem pode ser delegado

Só podem ser delegados os TAE que se filiaram ao SINDIFES até o dia 6 de fevereiro de 2018 (até 90 dias antes da realização do Congresso).

Como podem ser formadas as chapas

Conforme o regimento do CONFASUBRA cada chapa deverá ser composta por, no mínimo, 20% da delegação titular a que a base terá direito de eleger, conforme lista de presença e o número máximo a que cada entidade de base tem direito. O número máximo de integrantes das chapas será do conjunto de titulares acrescido de até 50% de suplentes. A chapa, para ter direito a eleger delegadas e delegados, deve ter um mínimo de 10% de votos válidos na eleição, se houver duas chapas e, 5% em caso de mais de duas chapas.