Nota da Direção do SINDIFES sobre o Aumento do Plano IFES V da CASU

O SINDIFES esclarece que as negociações com a CASU, em busca da redução dos aumentos propostos para o Plano de Saúde IFES V, foram realizadas para evitar o pior cenário para os Técnico-Administrativos em Educação, visto que o aumento poderia chegar a 42% nas últimas faixas. A redução dos índices obtida foi o possível considerando a situação atual da CASU e das normas impostas pela Agência Nacional de Saúde, de solvência financeira da operadora.

Esclarecemos, ainda, que o SINDIFES não tem participação, enquanto entidade representativa dos servidores, nas decisões da CASU. Assim como em 2013, utilizamos todo o capital político do Sindicato e de seus diretores para intervir no processo negocial de uma instituição que é privada e autônoma, sobre a qual não temos poder de veto. A CASU poderia, inclusive, manter o aumento proposto inicialmente, mas foi graças ao árduo trabalho dos Sindicatos (SINDIFES e APUBH) e da PRORH-UFMG, e reconhecendo a justeza dos nossos argumentos, que a operadora abriu negociações sobre a nova tabela.

Desde o final do ano passado estamos trabalhando para tentar obter um reajuste menor nas mensalidades, por reconhecer as dificuldades dos TAE em se manter no plano de saúde devido aos altos custos, realizando inclusive Assembleia para tratar do assunto. Pressionamos a direção da CASU para reduzir o aumento desde quando o mesmo foi proposto ao Conselho Consultivo da operadora. Foi também do SINDIFES a iniciativa de convidar a APUBH e a UFMG para participarem destas negociações.

Avanço nas negociações

Estamos cientes das dificuldades da Categoria e temos trabalhado diariamente para avançar em todas as frentes de luta. Como TAE usuários da CASU, também seremos impactados diretamente por este aumento. É preciso reconhecer que avançamos quando conseguimos uma substancial redução na tabela em relação à proposta inicial, além de outros pontos que podem melhorar as condições da CASU nos próximos anos. Houve acordo entre as partes de que é preciso haver uma revisão de processos, contratos e estrutura, permitindo assim a redução dos custos operacionais, com um alívio nas contas da operadora. É importante dizer que mais de 84% do dinheiro arrecadado pela CASU é revertido na assistência dos usuários, ou seja, o foco é o atendimento de qualidade e diferenciado, e isto explica o seu déficit financeiro.

Solicitamos também à CASU que apresente uma nova opção de plano, o que deverá acontecer em cerca de 120 dias, e que seja acessível financeiramente, porém mantendo a qualidade. A proposta foi aceita e esperamos que esta seja mais uma opção para a Categoria. Avaliamos também que a CASU precisa realizar campanha para trazer novos associados, ampliando o atendimento e o financiamento da operadora.

O SINDIFES também fará um estudo comparativo de alguns planos de saúde do mercado, como o da ASSUFEMG com a UNIMED, e apresentará para a Categoria para que, caso o usuário tome a decisão de sair da CASU, que possa fazê-lo de forma segura. Acreditamos que é importante fortalecer uma instituição criada pela Categoria, mas também sabemos que passamos por um período em que à vezes é necessário escolher entre o que é o ideal e o que é possível.

Certos da compreensão de todos de que fizemos, dentro das nossas limitações institucionais, o melhor que conseguimos, e de que trabalhamos diuturnamente para obter avanços no processo negocial, colocamo-nos à disposição para esclarecer dúvidas e auxiliar os sindicalizados em quaisquer outras questões.

Dúvidas constantes que vêm sendo apresentadas pelos usuários

    • O aumento é para todos?
Não, somente para o Plano IFES V. Os demais planos já tiveram o aumento na ordem de 16%, como por exemplo os Agregados.
    • Quem está no IFES V e que recebe subsídio?
Os servidores, esposa ou esposo, companheiro (a), relação homoafetiva, desde que comprovada, e filhos até 24 anos, desde que estejam estudando.
    • Pai, mãe, padrasto e madrasta podem fazer parte do IFES V?
Somente se forem dependentes do servidores no imposto de renda.
    • Esta tabela é do valor final que vou pagar?
Não, é preciso analisar a tabela de subsídio e subtrair do valor do plano. Caso tenha dificuldades, procure a CASU.
    • Plano de Saúde pode aumentar todo ano?
Sim, o planos aumentam todo ano, independente da conjuntura do país. A ANS aprova os índices de aumento baseadas na capacidade de pagamento dos serviços prestados para a operadora.
    • A CASU está quebrando? Por isto este aumento?
Não, somente o Plano IFES V, no qual estão os servidores da UFMG, tem um déficit nas contas devido ao grande número de procedimentos realizados, ou seja, uma parcela muito grande de pessoas acima de 59 anos que têm uma maior necessidade de utilização. Além disso, 84% dos valores arrecadados são revertidos para os pagamentos das assistências prestadas para os usuários.